DE PERTO NINGUÉM É NORMAL...
15/11/2005 21:31
Staying alive - one more time
enviada por Antaggio



19/04/2005 19:31
Keeping it alive...
enviada por Antaggio



06/05/2004 17:53
CONFORME PROMETIDO
Em função de todo o nhém-nhém-nhém que vocês vêm ouvindo há alguns posts atrás, estou mudando de casa. Para quem quiser continuar acompanhando as anormalidades, é só clicar...

http://naosounormal.zip.net
enviada por Antaggio



30/04/2004 19:12
POST LONGO COM MENSAGEM NO FINAL

Sabe aquelas pessoas que você vê muito raramente, mas a cada vez que vê sempre acontece alguma coisa curiosa? Pois é, tem essa figura que eu conheci há uns 4 anos no carnaval do Rio, o Carlos. Lembro até hoje das circunstâncias, eu estava esperando o início da Banda de Ipanema com uns amigos, nossos olhares se esbarraram e prontamente ele veio se apresentar.

Tinha um jeito muito extrovertido, agitado e sorridente. Estatura mediana, magro e com rosto estranhamente magnético. Daquelas pessoas que quando te olham e fazem uma pergunta você se sente na obrigação de responder o mais rápido e convincentemente possível, como se estivesse sendo argüido por um animador de televisão. Por outo lado ele sempre dava um jeito de achar estranhas coincidências em tudo. Talvez devido ao clima de carnaval no Rio, ou ao fato de na época eu estar desesperadamente procurando novos amigos por ter recentemente acabado um namoro (ou ainda talvez o tempo se encarregou de transformar todas as minhas memórias em clichês), depois de meia-hora de conversa, já éramos amigos de infância e ele se juntou ao grupo.

Um pouco mais tarde, com todos nós já acompanhando a banda, ele vem me dizer com olhos muito arregalados que o cara com jeito de gringo que eu tinha gostado e flertado à distância estava me seguindo. Esse "gringo" era o Jason. Momentos depois Carlos estava na longínqua areia da praia se confraternizando com outro amigo meu. Mais tarde fiquei sabendo que rolou proposta de casamento, mas o meu amigo não animou. Depois disso fiquei sem vê-lo por anos.

Pois bem, estava eu e o Jason passeando pela Oscar Freire um dia desses quando passa um carro e começa a buzinar desesperadamente. Era o Carlos, que decidiu parar o trânsito para falar com a gente. Insistiu que nós o esperássemos enquanto ele estacionava o carro. Ele estava muitos quilos mais magro, a ponto de assustar. Mas continuava hiperativo e envolvente como sempre.

Nosso papo depois de tanto tempo sem se ver foi no mínimo hilário. Ele estava impressionado em encontrar juntas as pessoas que ele tinha visto se conhecer há tanto tempo atrás, e eu com muita preguiça expliquei que não foi beeeeeeem assim. Anyway, ele parecia muito perturbado com um rolo que não evoluía para lugar nenhum, sendo que mesmo ele não admitindo, estava claro que ele estava bem envolvido. Ele falava o quanto ele gostava do cara, e o quanto o cara não retribuía como ele gostaria. A cada "cai fora" que eu falava, mais ele se convencia de que o cara era o amor da vida dele, pois via na minha história uma esperança para ele. E eu só pensando: "so far, so close". Quando o papo passou a ficar circular, desisti e só ouvi.

Quando estávamos para ir embora, o tal objeto do desejo aparece do outro lado da rua. Ele insistiu para ficarmos e fazermos companhia para ele na frente do outro, mas eu é que não ia entrar nessa. Mas acreditem ou não, a cena resultante foi o Jason me puxando por um braço e o Carlos me puxando por outro. Por mais que eu dissesse a ele que essa cena por si só já teria queimado o filme dele com o tal "rolo", ele não cedeu. Convenci o Jason a ir buscar o carro enquanto eu fazia um pouco mais de companhia para o Carlos. Enquanto eu esperava, o "rolo" começou a levantar acampamento para ir embora. Carlos olhou fixamente para mim e disse "Vem comigo, vamos segui-lo, ele não vai ver a gente". Olhei para ele, ri e respondi "Vai viver a sua loucura, eu fico por aqui". Tentando esconder minha frustração, olhei ele se andando pelo meio da rua se escondendo atrás dos postes e das pessoas.

Entendeu a mensagem edificante por trás do post longo? Se entendeu, por favor me diz qual é. E para quem acha que existe uma grande lógica por trás de todo o universo, o Carlos está esperando você na próxima esquina.
enviada por Antaggio



26/04/2004 20:28

Óquei, vamos à premiação da noite:

CATEGORIA GI-JÊI:
- Fischerspooner: Alguém pode me explicar pelamordedeus que bicha era aquela? E o glitter? E a atitude? E a coreô?? Prêmio Sylvetty Montilla.
- John Acquaviva: mandou muito bem. Prêmio Natural High.
- Derrick Carter: os entendidos (...) que me perdoem, mas foi uó do penacho verde. Levou o troféu Mai-Éss.
- E Sasha que deu o cano? Prêmio Elza.
- Para não dizer que não falei dos Argentinos (by the way, Prêmio K-gay para o Maradona), Hernan Cattaneo veio salvar a honra do país. Duas horas sem tirar de dentro. Da tenda. (sorry, eu TINHA que mandar essa, foi mais forte do que eu). Prêmio Me-leva-que-eu-vou.
- Eu já estava desenganado pelos médicos, careta, com dor nas costas e começando a ficar de mal com a vida. O tal Danny Howells me atropelou de um jeito que até agora num-toin-tein-dein-do. Shook my polaroid picture, e foi o que me fez ir embora passado, lavado e engomado, e feliz. Prêmio Abaleaux Bangou Afterlife.

CATEGORIA PARTY MONSTERS (por que são eles que fazem a festa, SEMPRE):
Prêmio revelação da noite - Sussu, no seu primeiro Skol Beats, dançou, pulou, se divertiu como se já fosse habitué. Ca-re-ta, sempre com um sorriso no rosto, firme, forte e fofa até as seis e meia da matina.
Prêmio Quem-É-Ele: Leozinho, que quase não foi, fez doce, decidiu de última hora e no fim foi disputado a tapa por muita gente. E até a hora de eu ir embora ainda não tinha feito a sua escolha de Sofia.
Prêmio Fofura: Ju-li-to! Mais fofo impossível. Deu vontade de gravar todas as declarações de amizade eterna. As safadas também, mas só para deixá-lo furta-cor depois.
Prêmio Ninguém Merece: às cinco e meia da matina, escuto essa: "Ai esse DJ tá muuuuito repetitivo. Vou tomar minha última balinha agora e depois que ficar careta vou embora".
Prêmio Unpayable: João Alfredo, que sacudia sua pulseirinha e incansavelmente cantou a noite inteira, no ritmo da música: eu-sou-mais-vip-que-vo-cês-eu-sou-mais-vip-que-vo-cês-eu-sou-mais-vip-que-vo-cês...
Prêmio Modernidade: Ele, sempre ele, do post de mesmo nome, meu benchmark de modernidade. Veio com seus namorados e como sempre girou o vibe dial como só ele sabe fazer. Seja bem vindo e volte sempre.
Prêmio Ele-merece: Jason, que foi uma companhia perfeita. Flawless. Mesmo assim não escapou da minha pequena crueldade no fim da noite, mas digamos que foi só um pay-back educacional. Sabe como é, tem que cuidar.
enviada por Antaggio



19/04/2004 20:17

BEEN THERE, DONE THAT
Ja vi nos queijos da vida muitas bissinhas e bisonhas que só porque se entopem de labels e party facilitators, se colocam acima da patuléia, perdendo a vida mas nunca a atitude. Por isso não deixou de ser instrutivo saber que existiu alguém que já fez muito mais e pior do que todas juntas. Watch and learn.
enviada por Antaggio



16/04/2004 16:39
MÚSICA O QUÊ?
Fui almoçar com minha chefe há um tempo atrás e no meio da conversa sobre música, mencionei um DJ que eu gostava. Ela arregalou o olho e me mandou aquela perguntinha fatídica: "Vocêêêêê goooooooooosta de múúúúúúúúsica eletrôôôôônica???" Tive vontade de responder "Depende do que vc chama de música eletrônica, eu não sei do que se trata". Mas era a minha chefe eu eu tive a paciência de explicar que não necessariamente a tecnologia ou a mídia determinam estilo musical, etc etc etc. Impressionante como as pessoas ainda têm uma visão limitada do assunto e embrulham tudo que não seja "acústico" (nos padrões deles) dentro de um saco de lixo etiquetado como "música de boate". E a parte engraçada é que muitos deles já ouvem e gostam de "música eletrônica" sem nem saber.
enviada por Antaggio



13/04/2004 19:24

Ponto de partida risível, personagens no máximo bidimensionais, e roteiros absolutamente inverossímeis.
Pronto, agora vc já sabe o pior de Alias.
O melhor? Só vendo. Mas já adianto que é o seriado mais próximo de um action movie com uma drag queen como personagem principal.
Eu já viciei.
enviada por Antaggio



12/04/2004 09:41
Acordei hoje com uma sensação ruim de falta de disposição, mesmo depois de ter tido um feriado de puro descanso. Achei estranho e não conseguia entender por quê. Quando estava me vestindo, pensei no dia que me esperava e tive uma sensação de dejà vu. Visualizei reuniões longas e cansativas que não tinham acontecido, pelo menos da forma como eu lembrava. Só aí percebi que eu havia sonhado a noite inteira que estava trabalhando.
enviada por Antaggio



08/04/2004 20:05
ME DÁ UM COPO D'ÁGUA
Faz tempo que eu não vejo uma animação em flash que me faça rir. É bandeiroso e tem som, que por sinal é o melhor de tudo. Crank it up and enjoy.

Ah, peguei do Uma Dama Não Comenta, um blog de duas damas que jogam nas onze posições, com o hilário guru Mestre Delih como técnico. Como sempre, re-co-mein-do.
enviada por Antaggio



07/04/2004 15:51
ERA UMA VEZ
Numa terra muito, muito distante onde a capaciade ociosa mental abundava, uma aspirante a cineasta chamada Anastasia Fite resolveu inventar o Moviokê o que nada mais é do que uma brincadeira de teatrinho redux hypada. Como tudo o que envolve cinema, por mais idiótico que pareça, sempre tem um certo apíu, já comecei a pensar em algumas falas de cinema:

"I have to go home!"
"You are home..."


"One day I woke up to a day full of possibilities (...) Little did I know that was happiness..."

"Have you ever had a dream that you were so sure it was real? (...) What if you were unable to wake up from that dream? How would you know the difference between the dreamworld and the real world?"

Ou não. Sei lá, pelo menos me divertiria muito na busca de diálogos.
Mas sabe quais são os filmes mais interpretados pelos habitantes daquela terra distante? Breakfast Club ("Clube dos cinco") e Pretty in Pink ("A garota de rosa-choque"). John Hughes deve estar vibrando em algum lugar do limbo.
...
Nesssa mesma terrinha, outro desocupado chamado Sean Linezo resolveu pegar aquela brincadeirinha que crianças e mono-neurônios praticam de "quem pisca primeiro", deu uma hypada e relançou como StareMaster.
Believe it or not, ambos os hypes pegaram e seus respectivos criadores vão entrar numa grana preta.

E vc? De qual brincadeirinha de criança vc faria uma releitura e sentaria em cima dos gordos royalties?
enviada por Antaggio



07/04/2004 15:50
DEU PAU
Como vocês podem perceber abiaxo, por algum motivo cósmico o Blig estuprou o meu post, sem chance de edição. Juntou post com template, enfim, aquela zona. Estou postando de novo acima.

Por esses e outros motivos, aguardem em breve blog novo em casa nova.

enviada por Antaggio



07/04/2004 14:33
ERA UMA VEZ

Numa terra muito, muito distante onde a capaciade ociosa mental abundava, uma aspirante a cineasta chamada Anastasia Fite resolveu inventar o Moviokê o que nada mais é do que uma brincadeira de teatrinho redux hypada. Como tudo o que envolve cinema, por mais idiótico que pareça, sempre tem um certo apíu, já comecei a pensar em algumas falas de cinema:

"I have to go home!"
"You are home..."




enviada por Antaggio



02/04/2004 19:23

By you know whom.

MODERNIDADE
Não me considero uma pessoa moderna. Num outro universo paralelo (bem diferente daquele do post anterior), eu diria que hoje estou no meio do caminho entra a utopia da Charlotte e a rabugice da Miranda. Mas quem vive numa cidade como São Paulo e quer ter um mínimo de vida social acaba por ter que aprender a pelo menos conviver com a modernidade.

Estava eu no meio de uma tarde infernal, quando resolvi que precisava sair da minha mesa. Já fora do prédio, liguei para aquele meu amigo que no mesmo universo paralelo fica no meio do caminho entra a Carrie e a Samantha. Sempre brinco que ele é o meu benchmark de modernidade, por seu jeito sem preconceitos, despachado e descomplicado de ligar com os assuntos que normalmente constrangem os reles mortais.

Falar com ele é sempre um prazer, pois ele sempre tem aquele jeito de te dizer nas entrelinhas que a vida não é feita dos pequenos aborrecimentos, e sim dos grandes prazeres. Por isso já abri um grande sorriso quando ouvi sua voz. Perguntei como ele e seu namorado estavam.

- Estamos ótimos! Mas agora não somos mais só nós dois... Estamos a três!

Como ainda não inventaram um meio de meninos se reproduzirem com meninos, já saquei do que se tratava. Como situações como essa já não são a descoberta da América nos dias de hoje, não me passei:

- Que ótimo! E quem é o felizardo terceiro elemento?
- O meu ex...

Ó-quei. Pausa para reflexão.

Como diz a sábia Su, muita hora nessa calma. Não tinha nem tempo para digerir a complexidade da situaçã. Pensei na primeira coisa que me veio na cabeça, algo que eu talvez gostasse de ouvir na improbabilidade de estar no lugar dele.

- PA-RA-BÉNS!!
- Valeu, está dando super certo!

Depois de desligar o telefone, subi para o meu andar com um sorriso perplexo no rosto. Mais ainda por descobrir logo depois que tinha sido sincero ao dar os parabéns. Eu talvez nunca seja moderno como meus amigos, mas eu me divirto muito com eles... E ainda aprendo horrores de antropologia no processo.


enviada por Antaggio



31/03/2004 16:23
POST MORTEM
O Ministério das futilidades e inutilidades, ao qual esse blog se reporta, adverte: segue post revoltadinho-descontrol. Leia e comente por sua própria conta e risco, mas não me venha encher o saco. Retomaremos a nossa (des)programação quando eu tiver vontade.

Há 40 atrás instalava-se o golpe militar, que alguns incautos (ou não) ainda insistem em chamar de "revolução". Ele seria concluído apenas no dia primeiro de abril, para horror dos militares que não queriam ver a "redentora" associada ao dia internacional da mentira e do trote... Pffffff.

Não acho que seja o caso de um minuto de silêncio, depois de 20 anos de censura.

Num universo paralelo, gosto de imaginar todos aqueles que subiram no trenzinho da alegria que prendeu, torturou e matou, desfrutando de uma morte lenta e desagradável. Imagino outros infortúnios para quem também torrou ou roubou o caminhão de dinheiro que entrou aqui no famoso "milagre econômico", contribuindo para as crises econômicas que sofremos depois.

Mas o universo paralelo se esvai como o jornal velho no esgoto. Essas pessoas prosperaram, engordaram, e as que morreram o fizeram em berço esplêndido.

No universo de hoje, nos resta relembrar para que a história não se repita.
enviada por Antaggio






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